quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Um Futuro Possível


Cidade do Sol

U M  F U T U R O  P O S S Í V E L



Como projetar a cidade do futuro?


Segura, sustentável e ecológica, autônoma, igualitária, alegre, com excelente qualidade de vida, sem problemas de lixo, habitação, transporte e poluição, com pleno emprego, saúde e educação para todos, respeitando o meio ambiente, com muito lazer e preparada para o turismo e para o futuro, economicamente estável sem necessidade do crescimento do PIB e onde a Inteligencia Artificial e robôs serão bem vindos...


Um pouco de história
Tudo começou há alguns anos atrás, quando cansado do tempo perdido no trânsito e para ocupar a minha mente sempre irrequieta, peguei no computador com uma missão que à partida sabia impossível:
Projetar uma cidade sem problemas de trânsito...

Seria uma utopia como outra qualquer, mas veria até onde eu poderia chegar...

As premissas iniciais seriam uma cidade para 50 mil habitantes, sem cruzamentos nem entroncamentos, sem sinais (semáforos), sem passagem de pedestres nas vias, com ciclovias percorrendo toda a cidade e estacionamento farto para todos...

Seria um exercício como outro qualquer, mas pelo menos ocuparia a minha mente...

Quinze minutos depois tinha uma solução...

Fiquei atônico... Como isso seria possível?... Eu não sou nenhum gênio...

Fiquei pensando sobre o assunto, até que vi que não existe nenhuma cidade no mundo, com 50 mil habitantes com problemas de transito.

Eu tinha resolvido o problema ao limitar o tamanho da cidade...

Sim, tinha tido até algumas soluções interessantes, mas a grande solução para o principal problema estava resolvida à partida...

Comecei então a me interessar pela temática e mais tarde acabei escrevendo um blog sobre uma hipotética cidade sustentável, pesquisando soluções tecnológicas disponíveis para resolver todos os problemas – segurança, lixo, esgoto, energia, água, climatização, transporte, alimentação, etc. – e acabei verificando que 

                                      para pequenas cidades existem sim 
                         
                                                                  soluções e bem simples.

Desde então continuo estudando o assunto, não só o urbanístico, mas também o econômico, o sociológico beirando o antropológico...

Numa palestra TED Talks, acabei encontrando alguém que com grande mestria, explicitava alguns dos meus temores quando questiona:

Será que nos perdemos no caminho?...

Que estamos na trilha errada?...


Miklós Antal | TEDxDanubia 2014

Miklós Antal, economista ecológico, pesquisador com pós-doutorado da Universidade de Barcelona, mostra-nos com muita mestria que o atual caminho do crescimento contínuo, que inicialmente se mostrava muito promissor, está se transformando numa trilha difícil, cada vez mais estreita e escorregadia e a cada dia...
...aumentam as chances de cairmos no precipício 
Conclui nos alertando que urge encontrar um plano B e para isso devemos experimentar outros 

                                caminhos que tornem a viagem possível e mais segura.
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Numa outra palestra sobre urbanismo, que vamos falar mais à frente, vemos que existe uma 


contínua migração em massa para os grandes centros 

– cerca de 10 milhões por mês no mundo – que só aumentarão o caos já existente.

 Aí surgiu a pergunta:

Será que com um bom design e atendendo às necessidades e ansiedades humanas, não se poderia projetar uma cidade que resolvesse esses problemas, ou que se mostrasse como uma alternativa viável – um plano B?

 Assim surgiu o...
Desafio:
Projetar uma cidade
que atendesse aos seguintes quesitos:
      Ser sustentável,
                ter muita segurança,
                 sem problemas de: habitação,
                                      educação,
                                        emprego
                  abastecimento e
                   transporte.
               Que preze por uma alimentação saudável,
               com saúde para todos

e que esteja preparada para os novos tempos

AI (inteligência artificial) + ascensão dos robôs = desemprego em massa

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.O desafio é muito grande, será que temos como resolvê-lo?...

Talvez primeiro tenhamos que saber:

Como fazer uma cidade | princípios e fundamentos

 

Pedindo ajuda aos universitários...


Peter Calthorpe, um renomado urbanista norte americano, em sua palestra 7 principles for building bettercities | TED 2017, diz-nos que as 3 bilhões de pessoas que irão chegar às cidades até 2050aumentarão os problemas nelas existentes, mas que existem formas conhecidas que podem levar à solução de todos eles e isso só depende de nós...


E nos inúmera os sete princípios para construirmos melhores cidades:


1.     Preservar Preservar os envolvimentos naturais, a agricultura existente e os locais históricos.
2.     MisturarPessoas, raças, gêneros, rendas, idades, espaços...
3.     Caminhar - Desenhar cidades andáveis e bairros à escala humana.
4.     Bicicletas - Ruas sem carros. Priorizar as bicicletas e as pessoas.
5.     ConectividadeAumentar a rede de ruas através da diminuição do tamanho dos blocos.
6.   TransportesTransportes públicos de qualidade (BRTs, VLTs, Metrô, etc.), de baixo custo e reduzido impacto ambiental.
7.   Foco Priorizar a malha de transportes públicos de forma a torná-los eficientes em detrimento da malha rodoviária.

 Esta é a receita que este experiente urbanista nos trás...


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Já Jeff Speck, um planejador urbano dos Estados Unidos da América, nos mostra em sua palestra no TED Talk – The Walkable City | 2013 – os erros cometidos nas urbanizações das cidades americanas e quais as quatro regras a seguir para criar cidades andáveis:


1.      Haver uma razão para andar

Os serviços ou lojas têm que estar a uma distância que não se torne um sacrifício andar até lá.

2.      A caminhada tem que ser segura

O caminho a percorrer tem que ser seguro, quer na realidade quer na percepção.

3.      A caminhada tem que ser confortável

Calçada larga, arborizada, piso plano e seguro, com boas indicações.

4.      Que proporcione uma caminhada interessante e agradável

Uma caminhada bem humanizada, que provoque interações humanas, com muitas e variadas lojas interessantes que despertem a atenção do caminhante, com árvores e flores para que se desfrute da sombra, das cores, dos sons e dos aromas da natureza.


Jeff também nos elucida que numa via andável o comércio aumenta cerca de 60% e que se conseguirmos alocar as necessidades diárias a distâncias andáveis muitas pessoas prescindem de seus carros...
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Kent Larson, arquiteto norte Americano, nos dá uma lição brilhante de urbanismo em sua palestra




nos mostra como surgiram as cidades (em volta do poço)... 
... seu tamanho possível naquele tempo (distancia andável até ao poço) e que ainda hoje encontramos essas características em pequenos vilarejos na Europa com cerca de 


1,6 km de diâmetro (uma milha)...

Nos mostra também o “SPRAWL(alastramento – tradução literal) de Los Angeles, que só foi possível após a invenção do automóvel e onde tudo tem que ser feito com a ajuda dele, pois as... 


...distancias são enormes...

E como Paris, advém da soma de pequenos vilarejos onde todas as necessidades são atendidas num raio de 2 kms que se traduz numa caminhada de 20 minutos...

E apresenta-nos o conceito de:

Compact Urbans Cells
(células urbanas compactas)
em
Community Networks
(redes comunitárias)...

Essas células urbanas compactas são pequenos vilarejos onde todas as necessidades do dia a dia são atendidas em distancias andáveis, e se comunicam diretamente com outras células através de vias, estradas, caminhos, formando uma rede e compondo uma cidade.

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Geoffrey West e sua equipe tentam descobrir se tal como existem as leis da biologia expressas numa matemática interessante, o mesmo não se aplicaria às cidades e às corporações...

Surpreendentemente eles se depararam com uma matemática que 


explica muitos dos fenômenos das cidades... 

                    Eis as conclusões:

                      Cada vez que a cidade dobra o seu tamanho:
Tudo não só dobra como ainda aumenta mais 15%


São realmente incríveis estas relações, que no fundo advêm do 


aumento de possibilidades, ou de conexões da rede.

Mas essa lista tem muita coisa positiva e negativa... 

Como decidir?...

Tem algumas coisas que não aparecem nessa lista, mas podem ser facilmente extrapoladas...

O transito: piora ou melhora 15%?...

Essa é fácil de responder...

Mas se ele piora,

a poluição também piora,    

a saúde piora,

ou seja,
A qualidade de vida piora...

E é realmente isso que vemos em todas as grandes cidades, a qualidade de vida se perde, apesar de termos um aumento substancial de rendimento.

Por outro lado, esse aumento de rendimento não se dá de forma igualitária, bem pelo contrário, pois 82% da riqueza produzida acabam nas mãos de 1% da população, 18% distribuída pela classe média e os

50% mais pobres nada recebem (OXFAN). 

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É claro que de nada adianta, ter uma cidade próspera e bonita, se ela não for feliz...



No The happy city experiment Charles Montgomery, jornalista e escritor, mostra-nos que 


mesmo uma cidade tão dura e quase inóspita como Nova York

se 

consegue mudar a empatia das pessoas.






Em seu livro, Happy City: Transforming Our Lives Through Urban Design, (Cidade Feliz: transformando as nossas vidas através do desenho urbano) - ele nos deixa algumas diretrizes:



·         Pequenos espaços naturais são suficientes para fazer maravilhas em nosso humor, especialmente se eles tiverem uma flora bem variada...



·         Não confundir aproximar as pessoas com aglomeração de pessoas que acaba nos levando ao isolamento. Ambientes sociais que equilibrem a nossa necessidade de privacidade e nos envolvam com pequenos grupos de pessoas é o ideal...




·         Um ciclista é mais feliz que um motorista, especialmente em congestionamentos...






A mais importante:

Quando se fala mesmo de felicidade,

nada supera à encontrada nos

relacionamentos com as outras pessoas...

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Agora é só seguir pelos caminhos que nos apontaram...



Tal como Paris o projeto desta nova cidade pode ser a união de vilarejos pequenos, que Kent Larson denominou de células urbanas compactas, e para se evitar os problemas encontrados nas regras matemáticas de Geoffrey West e sua equipe, elas terão que ser separadas, para conseguirmos manter uma boa qualidade de vida e interligadas formando assim uma rede urbana e a uma cidade propriamente dita.




As células...


O ideal será termos células totalmente andáveis, que não tenham necessidade de carros, pois aí não teremos mais acidentes, nem poluição, emissão de gases estufa e poupamos muito em energia e matérias primas e só aumentarmos a nossa saúde e bem estar


Isso não quer dizer que não possam existir carrinhos de golfe elétricos, segways, triciclos, bicicletas e patinetes (elétricos ou não) para nos ajudar na locomoção ou por simples exercício ou lazer.

Assim sendo, teremos que limitar o espaço a um círculo de 2 km de diâmetro.

Quando urbanizamos esse espaço verticalmente, mas sem ultrapassar os 3 pisos, para não termos que lidar com elevadores (dispendiosos em energia e recursos), vemos que 25 mil é o número que nos aparece como mais lógico e viável.

Quando se divide por 6 bairros, estes ficam com cerca de 4 mil pessoas.

Esses bairros podem ter 17 condomínios, para ficarem relativamente pequenos (70 famílias) e proporcionarem uma fácil administração



Em vez de se criar uma área de lazer para cada condomínio, se houver uma grande praça no centro de cada bairro esta pode comportar uma excelente área de lazer comum a todos os condomínios.

Dessa forma poupa-se água, energia, recursos e mão de obra.


Nessa mesma praça, muito bem arborizada e cheia de recantos encantadores, coabitarão 

                                            escolas (da creche ao fundamental)

                                                           pequena clínica
                                                                           lojas e salas comerciais 
                                                                    para suprir todas as necessidades de 

                                                                         bens e serviços do bairro


(supermercado, padarias, confeitarias, restaurantes, bares, cafés, academias de musculação, yoga, pilates, dança, circuito funcional, artes marciais, cabeleireiros, palco para shows, pequeno teatro e cinema, lojas variadas, etc...)

Na zona central da célula haverão as 
                                           lojas e serviços que atendem a toda célula
                                                                                               a todos os bairros 

(Escola secundária, clinica de especialidades com sala de urgência, laboratórios de análises e de medicamentos, pequeno estádio, pavilhão desportivo, casa de show grande, empresas de serviços de médio porte, pequenas indústrias não poluentes, shopping, bancos, etc.)

Os veículos usados nos transportes, inter-células ou inter-cidades, podem ser acessados ou no sobressolo, ou externamente à célula.


Agora falta humanizar estes espaços...

Bairros todos diferentes

A fim de se retirar a monotonia visual dos bairros, poder-se-á usar arquiteturas diferentes e que possam ser alteradas de tempos em tempos, através de pinturas, esculturas, luzes, vegetação, qualquer coisa que se traduza em renovação, cuidado, alegria e sinal de vida

de humanidade.

As praças além de uma flora luxuriante e variada podem também ter esculturas, fontes, lago com patinhos e pedalinhos, com lojas e salas de arquitetura variada e alegre (se possível extravagante), com muito verde nela inserida, e até terem uma...

...atração exclusiva daquele bairro...

(ex.: Pista de karting, parque aquático, pista de bowling, pista de mini golfe, paintball, parque de diversões, miniaturas de cidades, jardins encantados, museu de arte ou de carros antigos, etc.)

...aonde as famílias e os turistas possam se divertir tornando-se assim um...


...pólo de atração turística 


 nas e entre células e nas cidades.



                        Para se ter uma cidade feliz

                                                  ainda falta promover a
                                                                             
                                            interação entre as pessoas...

Primeiro temos que as 
                                  misturar o mais possível 
                          (status, etnias, religiões, gêneros, idades, etc.) 
                                                           como nos pede Peter Calthorpe
                                                                                             agora é só criar situações onde o

convívio natural possa acontecer.


Se maior parte das pessoas 

                                       trabalharem na própria célula 

                                                   (o ideal a ser perseguido), 
                                                           algum nível de interação acaba acontecendo, mas o 
                                                                             
                                                                         desporto, a comida e as artes

                                                                        costumam ser muito bons nisso:



Festas do condomínio (onde cada um leva uma comida diferente), 
          grupos gourmet (onde cada dia uma dupla - ou mais - cozinha para os restantes), 
                    competições gastronômicas
                             times desportivos
                                      artes em geral e artesanato em particular
                                               comemorações nos colégios
                                                      grupos teatrais (de todas as idades)
                                                            grupos coletivos de dança, corais, bandas, orquestras, 
                                                                 desfiles de modas (de todas as idades),
                                                                          festas à fantasia
                       cursos (todos eles em geral e particularmente os que obrigam à formação de grupos), etc. 



Se os condomínios optarem por terem um 

                                       restaurante para atender os moradores


                       e se nestes forem usadas mesas grandes (dez a doze pessoas)


                      que obriguem as pessoas a compartilhar o mesmo espaço


                                            isso normalmente leva a interações.

Elas já se cumprimentam entre si, só falta um motivo para dar início à conversação.

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Agora que já sabemos do projeto das células urbanas, só nos falta ver os outros quesitos...



Sustentabilidade


Sustentabilidade já todos sabemos o que é, temos é que definir o seu grau...


ÁGUA e Saneamento

                                Poupar e reaproveitar... E acima de tudo respeitar.


A cidade terá que ficar perto de algum curso de água, com caudal suficiente para suprir as suas necessidades hídricas.

Cada um de nós só necessita de 150 a 200 litros por dia, mas se pensarmos em produzir a nossa comida localmente, as necessidades hídricas agrícolas, são bem mais elevadas.

Optar por uma 
                      produção agrícola anexa às residências 
                              de forma a proporcionar o 
                                                reaproveitamento das águas das residências e das cargas orgânicas 
                                                                            (saneamento - após o devido tratamento)
                                                                                        poupa muita água (cerca de 30%) e a 
                                       
                                            agricultura ainda agradece os adubos naturais


Em regra, de cada 100 litros de água gastos 70 litros vão para a agricultura e indústria e 30 litros para o setor residencial, então quando gastamos 200 litros nas residências gastamos 500 na agricultura, ou seja deveremos contar com
500 litros por pessoa/ por dia

(célula=12.5 Milhões de litros = 12.5 mil m3/dia)

Sendo que 300 litros vão diretos para a agricultura e indústria e 200 passam primeiro pelas residências.



Novas técnicas de irrigação devem ser consideradas para reduzirem estes valores (subirrigação, gotejamento, etc.) e se possível o uso da gravidade a fim de se evitar o gasto de energia no bombeamento.

A cidade terá que fazer o tratamento da água residencial e análises diárias da sua qualidade.

Como toda a água residencial é reaproveitada na agricultura, não se torna necessário o reaproveitamento das águas cinzentas, no entanto os

                              vasos sanitários podem ser alimentados por

                                                                         
                                                                          água não tratada, ou água da chuva 
                                                            
                                                                                          desde que exista uma rede exclusiva.


Essa rede também pode ser usada para regas e lavagens (pisos, veículos e de roupas - desde que tenha qualidade).


Desta forma a quantidade de água a ser tratada para uso humano será muito reduzida, poupando-se muito em trabalho e produtos químicos.




É claro que o aquecimento da água para banhos e outros usos dever ser feito através de coletores térmicos solares.


ENERGIA
                    Toda a energia é pouca – Há que poupar e usar com sapiência...


Analisando as energias renováveis...





Em sua brilhante palestra no TED Talk de 2012, Sir David JC MacKay, físico, matemático e acadêmico britânico se refere à 

                                        energia nuclear como uma energia verde

                                            relativamente aos gases efeito estufa

a sua alta capacidade de produção por área usada a torna muito atrativa, mas como todos sabemos, teremos primeiro que resolver a 

                                           questão do lixo radioativo que produz.

Diz-nos que a Inglaterra atualmente 

                                  gasta cerca de 1,25W/m2 e as 


                                                   energias renováveis terão que usar 


                                                                grandes áreas para atender a essa demanda:


Percentual da área do país que é necessário usar utilizando-se somente um tipo de energia renovável:

                                               Eólica - 50% da área do país
                                               Plantas - 100 e não é suficiente
                                               Solar - 25% da área
                                               Marés - 16%
                                               Solar concentrada no deserto - 7%




Aqui o autor nos mostra visualmente o uso da área no(s) país(es).

Note-se que usa parte da Irlanda, do País de Gales, da Escócia e do deserto do Saara só para produzir metade da energia que a Inglaterra necessita atualmente.

Mas o Professor nos mostra (por experiência própria) que se policiarmos o nosso consumo - retirando os desperdícios, manejando convenientemente o termostato e isolando melhor a habitação - 


podemos diminuí-lo em 50%...


E nos revela de forma geral os três grandes setores co-responsáveis pelo consumo de energia:


Agora já sabemos que a energia renovável 

                                             produz muito pouca energia por área, e

                                 consome imensas matérias primas será bom optarmos pela:

redução do consumo.


A célula deverá produzir toda a sua energia de forma sustentável, usando painéis fotovoltaicos, moinhos de vento e mini hídricas em sistema “grid tie(ligada à rede), para evitar o uso de baterias que ainda são muito dispendiosas, no entanto algumas medidas terão que ser tomadas para que tal seja possível na prática.

Atacando o primeiro vilão...

1.   - Climatização

A climatização é responsável por 1/3 do gasto de energia...

Todos os ambientes habitáveis terão que ter um isolamento térmico de qualidade e evitar o uso de vidros que proporcionam grandes perdas térmicas, (mesmo que insulados).

Ambientes aconchegantes (forma romântica para dizer ambientes pequenos) serão obrigatórios, pois só dessa forma é possível poupar-se até 60% na climatização.


Os escritórios ou salas comerciais poderão usar os recém chegados ares condicionados solares que se ligam diretamente nos painéis fotovoltaicos e a sua potencia varia com a energia gerada no momento.



2º - Transporte

                         
Cerca de 1/3 da energia atualmente gasta pelo mundo vai para os transportes...


Este setor é muito preocupante, pois além do imenso gasto energético também absorve 


quantidades enormes de matérias primas e de mão de obra


é responsável 

anualmente em acidentes,

deixa sequelas entre 20 e 50 milhões de pessoas 
e custam cerca de 

3% do PIB

saturam (usam 60% dos leitos) e elevam os custos dos sistemas de saúde,
poluição 
que produzem é responsável por muitas das

que ocorrem pela má qualidade do ar e por

14% dos gases de efeito estufa.

E como se isso tudo ainda não bastasse 

                        absorve imensas horas no nosso parco tempo 
                          (272 horas em Bogotá em 2018 – 11 dias

                                                              nos congestionamentos homéricos 

provocados por um trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades...

Vêm-se muitas pessoas falando sobre o futuro dos transportes, dos carros autônomos e ninguém explicando como eles vão acabar com os congestionamentos nas horas de “rush”.




Estamos entrando na era dos carros elétricos, que não emitem poluição, que é fantástico, mas todos os 

outros problemas permanecem...

Anos de estudo e desenvolvimento
duas toneladas de matéria prima altamente tecnológica 
e muita mão de obra para após
oito anos virar tudo isso 
sucata...

E mais mão de obra e muita energia são necessárias para tentarmos reciclar tudo aquilo...

Autobahn na Alemanha

Só se ouve falar em muitos cavalos e tempos cada vez menores para atingir os 100km/h, mas esses cavalos todos têm que ser alimentados e só conheço uma auto-estrada no mundo onde se pode soltar todos esses cavalos livremente (com todos os problemas inerentes) porque todas as outras vias têm limites rígidos de velocidade...
Tudo indica que os carros autônomos reduzem os índices de acidentes, mas a que custo?
E nada disso resolve os nossos graves problemas de locomoção nem de matérias primas e só se traduz em milhões de horas de mão de obra jogada no lixo...

Mas finalmente estão chegando aí os carros voadores...

Os drones que transportam pessoas...

Mas não vejo ninguém falar da imensa energia que gastam para se elevarem...


... Nem como vão resolver a hora de rush...


Já imaginaram dez, vinte, cinqüenta mil drones no ar
no centro de uma grande metrópole,
cada um querendo

ir para um destino diferente?

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Um pouco mais de racionalidade...

Já vimos que as células urbanas não terão necessidade de carros, um grande avanço, vamos agora ver como resolver o


transporte entre células e entre cidades...

Já sabemos que em volta da célula estão previstos cinturões verdes pelo as outras células não serão juntas e terá que haver uma rede de vias de transporte entre elas.


O meio de transporte mais econômico atualmente é sem qualquer dúvida o que se faz em cima de trilhos – trem, metrô, VLT, etc. 
                                                  Mas a sua eficiência
                                                          varia muito com a sua
           taxa de ocupação.

Por outro lado, a média de peso por passageiro nos trens dos estados unidos é algo em torno de 

                        duas toneladas por pessoa 
                                            o que torna a 
                                            infra-estrutura muito pesada e cara.

Mas se optarmos por


veículos leves individuais sobre trilhos VLIST


(4 a 5 lugares),



Os veículos e a infra-estrutura, tornam-se muito simples e baratos e mesmo que obrigue a várias linhas em paralelo, os valores continuarão sendo quase insignificantes.

dessa forma, a eficiência aumenta muito, atendendo ao

baixo peso do veículo

e à

elevada taxa de ocupação.

Mas isto não é só teoria...




Em DELSBO, uma pequena cidade Suéca, um desafio entre universidades demonstrou que realmente é a

forma mais econômica de locomoção que se conhece 

e já que detém o

 recorde mundial de eficiência.


Este veículo experimental, o EXIMUS IV, venceu a

(torneio de veículos elétricos sobre trilhos) 

na Suécia.

E ele não parece nada espetacular até convertermos o seu consumo nas unidades que estamos habituados a usar...

0,63 wh/pax e Km = 0.007677 litros de gasolina/100Km/pax 
( uma colher de chã = 0,005) 
ou 

0,63 wh/pax e Km =13026 km/litro/pax...

Considerando que 1kw/h corresponde a 859.85 kcal e o 
poder calorífico da gasolina = 9600 kcal/kg e a 
densidade da gasolina 0.735 gr/cm3.

São números de laboratório

mas mesmo assim 

impressionantes...

É claro que se possuírem hastes de ligação a uma catenária – como qualquer trem elétrico – deixa de ser necessária a bateria e a sua 


autonomia fica “infinita”, 

melhor dizendo, enquanto os trilhos e a catenária durarem (parafraseando Vinícius de Morais)...



Reparem que eles são quase totalmente autônomos por natureza, basta sensores frontais e traseiros e comunicação em rede e tudo estará 100% resolvido... 


                                                   Barato, simples e muito eficiente...





Dessa forma a energia sustentável consegue fornecer a eletricidade necessária a esse tipo de transporte.



Estamos na era do Home Office – trabalhar remotamente em casa - e cada célula deve tentar se especializar em algum produto ou serviço de forma a gerar emprego e evitar o deslocamento desnecessário das pessoas.


Já o transporte de mercadoria terá que ser feito através da via férrea normal embora se possa experimentar mini contentores, feitos de materiais leves e resistentes, para circularem em vias similares às dos veículos de transporte pessoal de forma a se padronizar o sistema férreo leve.


Os veículos elétricos continuarão a ser necessários para nos levar aos lugares aonde os trens ainda não chegaram – empresas de locação ou o compartilhamento direto desse tipo de transporte poderão resolver essas lacunas.



3º. – Eletricidade
Moradia

De qualidade e no tamanho certo...


Já foi mostrado o “sprawl”de moradias, mas também existe o “sprawl”de prédios (tower sprawl)...

Quando o único propósito é fornecer moradia às pessoas, acabam-se cometendo alguns erros e estas acabam isoladas num mar de moradias ou edifícios e são 


obrigadas a se deslocarem de carro 
(levar um filho na creche, outro na escola, ir ao supermercado, ao banco, para o trabalho...).

para poderem cumprir com as suas tarefas diárias e de trabalho.



Uma outra preocupação surge - as moradias nos

 Estados Unidos não param de crescer...




Suprir energia e materiais para estas novas casas é simplesmente impossível quando estamos falando

 de 10 a 12 bilhões de pessoas...





Atualmente as pessoas vão cedo para o trabalho, almoçam por lá mesmo ou nas redondezas e na saída passam num bar onde comem um lanche com uma bebida e se têm que pegar alguma condução acabam chegando em casa bem tarde.



Aos finais de semana, convivem com os seus amigos nas “baladas”, petiscando alguma coisa enquanto bebem uma cerveja e ouvem uma música ao vivo e aproveitam alguma atividade que a cidade ou os amigos (uma festa, um almoço gourmet, uma ida ao restaurante diferente, cinema, etc.) têm para oferecer.

Então, mesmo para um casal


um local pequeno e acolhedor que não dá muito trabalho para manter arrumado


passa a ser o preferido numa cidade cosmopolita...



Por outro lado o custo baixa muitíssimo, sobre todos os aspetos (energia, climatização, matérias primas, uso de terra, etc.), e propicia uma vida mais minimalista, pois o próprio espaço o impõe.

Os eletrodomésticos e lâmpadas ao serem de grande eficiência, em especial a geladeira, o ar condicionado e a TV propiciam um consumo bem reduzido de eletricidade.

Quando se industrializa um micro apartamento

                                                        os custos baixam para 

                                                                valores impensáveis 
                                                                         (vide exemplo dos veículos) 

e permitem a ajuda dos robôs e da AI (inteligência artificial) para minimizar os custos e agilizar o fabrico.


Embora compreenda que as grandes casas façam parte dos nossos sonhos megalômanos, quando vivenciados, verificamos que, ou dispomos de muitos recursos para termos várias pessoas nos ajudando a manter a mansão arrumada e limpa, ou então vira um grande pesadelo, nos

escravizando...

É claro que a manutenção também não sai barata, além do elevado valor do condomínio para nos manter seguros, pois estamos mostrando para o mundo que temos muitas posses...



Sabendo de tudo isso e que o mundo não suporta tamanho desperdício, se conseguíssemos providenciar um micro apartamento para cada pessoa, atendendo que o seu valor é muito baixo, seria um 

objetivo incrível




Com o restaurante e a lavanderia no condomínio, a mini cozinha seria somente para pequenas coisas, um lanchinho ou café da manhã e o problema da roupa estaria totalmente resolvido a contento.



As pessoas ao se juntarem formando uma família, podem reunir também os seus apartamentos (por troca, ou negociação), ficando assim com uma sala e uma suíte.

No caso de um filho é só somar mais um apartamento que já ficaria para ele no futuro...


Outra situação também teria uma solução facilitada – na separação do casal – onde cada um volta a ficar com o seu apartamento.

O condomínio além do restaurante e da lavanderia, espaços gourmet e de convívio, home theater, saunas, hidromassagens, seriam bem vindos para proporcionarem bem estar e convívio entre os moradores...

Já a excepcional área de lazer seria na praça do bairro bem enfrente ao condomínio, compartilhada com os outros condomínios do bairro.



Alimentação
                         A produção local de alimentos, em cinturão verde anexo aos condomínios, garante

alimentos de qualidade e frescos.


Os restos orgânicos da cozinha e da produção são rapidamente transformados em adubo após alimentar as galinhas poedeiras.

A proximidade entre hortas e residências torna possível o reuso das águas residenciais assim como o aproveitamento da carga orgânica no pomar, após ser transformada em adubo em biodigestor.

Essa proximidade também anula a necessidade de transporte
evitando-se assim o seu custo
                                    o trafego nas estradas
                                                  acidentes
                                                  desgaste de viaturas
                                                                 poluição do ar e 
                                                                 emissão de gases efeito estufa.

Se os condomínios produzirem as refeições para os moradores com assessoramento de 

                   profissionais da área 
                                                  – nutricionistas – 
                                                                  só irá ajudar o estado de saúde geral 
                                                                                            e aumentará a oferta de empregos locais.


No cinturão industrial, poderão existir indústrias de agropecuária eco-lógicas para produção de 


ovos, leite e seus derivados 
de elevada qualidade.

O tipo de alimentação da cidade ditará a

                              qualidade da sua saúde e a sua

                                   relação com o meio ambiente.




Uma alimentação vegetariana seria o ideal.

A ovolactovegetariana proporciona-nos 

                                   mais alternativas alimentares mantendo um 

                                                         relativo baixo impacto ambiental e na saúde


Quando optamos pelo consumo de carne animal (qualquer uma – vaca, porco, aves ou peixes), o 

impacto ambiental e na saúde é muito grande.

Para um bovino produzir 

                         um quilo de carne 

                                 ele consome 17 kg de alimento e 1500 litros de água.

Para ele para nos “dar” 225 kg (62 mil kcal) de carne usa durante dois anos dois hectares de terra. 
Se nessa terra cultivássemos batata obteríamos 80 mil kg (61 600 mil Kcal) de alimento (mil vezes mais)...

Energia para o Fogão


Se os condomínios oferecerem refeições aos seus moradores através de um restaurante, é perfeitamente viável o uso de fogões solares que através de concentradores parabólicos que fervem a água e aquecem o vapor até 600 graus Celsius.

Estes fogões terão que possuir uma fonte energética alternativabiocombustível – para atuarem nos dias menos ensolarados.

Roupa | lavagem e tratamento


Uma lavanderia coletiva ou um serviço de lavagem e tratamento de roupa pode fazer parte dos serviços do condomínio, gerando economia de água e de energia (usando a mesma energia produzida para o fogão) e aumentando a qualidade de vida dos moradores e gerando emprego local.


Educação


Já vimos que da creche ao ensino fundamental (8º ano) seria em estabelecimentos situados na pracinha do bairro em frente a todos os condomínios.


Eles podem ser totalmente privados, ou os edifícios serem propriedade de todos os moradores do bairro, e os pais que dele necessitassem se reuniriam em uma cooperativa sem fins lucrativos, contratariam um gestor e o staff (moradores do bairro ou da célula) para o administrarem e proporcionarem bom andamento do(s) estabelecimento(s).

Com contas bem transparentes, com certeza se obteriam valores bem baixos e reais para a educação das crianças.


O ensino fundamental, já será na escola no centro da célula, que seria propriedade de todos os moradores da célula, e teriam o regime de cooperativa similar aos outros estabelecimentos de ensino dos bairros.

As faculdades já seriam em célula própria e especializada em educação superior, com o devido campus e residências ou repúblicas estudantis...


Todas as células contribuiriam para a sua edificação e a sua gestão poderá ser também pelo regime de cooperativa suportada pelos pais dos alunos.


Todo o staff das universidades deve viver (dentro do possível ou prioritariamente) no campus para facilitar o seu deslocamento e a sua qualidade de vida, pelo menos durante o regime de aulas já que durante o final de semana o campus se esvazia.

Todas as salas de aula terão que ser projetadas de forma a aproveitarem ao máximo a luz natural a fim de reduzirem o consumo elétrico e poder ser abastecido por energias renováveis.


Saúde

Uma pequena clinica da família situada na pracinha de todos os bairros e uma clínica de especialistas no centro da célula, com uma pequena emergência e alguns leitos,  laboratórios de análises e de fabricação de alguns remédios, fitoterápicos e alopáticos, resolve maior parte das necessidades da saúde da célula.

Casos mais graves de internação ou intervenção cirúrgica já teriam que ser conduzidos para a célula especializada em saúde, onde vários hospitais e faculdades de saúde se concentram.


Lixo

Já é sabido que o lixo é uma grande preocupação de qualquer pessoa minimamente comprometida com a sustentabilidade.



Ao aproveitarmos todos os resíduos orgânicos, na alimentação das galinhas ou em composteiras, reduzimos a produção de lixo em cerca de 65% e adicionamos muito estrume de excelente qualidade na nossa agricultura orgânica.



Se taxarmos muito os refrigerantes de forma a fazermos lembrar às pessoas que a sua ingestão é fator primário de muitas doenças (câncer, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, etc.) e tivermos uma boa política de recolha das embalagens (ex.: através de atribuição de valor de casco) e as enviarmos de volta aos fabricantes, reduzimos significativamente o lixo produzido.

O resto do lixo (todo seco) pode ser recolhido e enviado para uma central de reciclagem, mas cada um deve pagar pelo lixo que produz (peso) para que os recicladores possam ter um salário digno já que: se o lixo tivesse algum valor significativo não seria considerado lixo.


A central de reciclagem pode (e acho que deve) ser uma cooperativa sem fins lucrativos e a introdução de meios automatizados – dispensando assim a mão de obra humana – será sempre bem vinda, pois ninguém gosta de trabalhar com lixo.

O lixo realmente lixo, depois de analisado para se informar as indústrias que o produzem para encontrarem outras soluções ambientalmente corretas, seria incinerado, com todos os cuidados a fim de não poluírem o meio ambiente.


A grande meta será, é claro, lixo ZERO.

O considerado ferro velho: máquinas, mobília, roupas, etc. que chegaram ao fim de linha, poderia ser encaminhado para um grande galpão onde alguém dividiria por tipo de matéria prima de forma a disponibilizar para quem dela necessitasse (ex.: madeiras, tecidos, eletrônicos, etc.)

Segurança

Este é com certeza o item mais precioso no Brasil.


A desigualdade e o desprezo pelas classes sociais mais baixas levaram ao atual descalabro, onde ninguém se pode considerar realmente seguro.


O Brasil vive há muito numa guerra civil não declarada, onde deixa as facções criminosas se digladiarem entre si, com danos colaterais cada vez maiores.

A escalada de armamento, provocada pela sua grande capacidade financeira através do controle de um dos negócios mais lucrativos do século – as drogas ilícitas – levou à corrupção dos serviços de segurança pública e faz do Brasil um país dos

                                                          mais inseguros do mundo.



Maior parte das favelas têm o controle administrativo e de segurança na mão dessas facções e o poder público não se consegue fazer presente.

Mais, dá a entender um total desprezo por essa classe social esquecendo-se de que são uma grande força de trabalho braçal do país.

Furtos, roubos, agressões, assaltos a residências, assaltos à mão armada, assaltos a bancos, explosão de caixas eletrônicos ou seu roubo com auxilio de máquinas pesadas, desaparecimento de pessoas, já fazem parte do dia a dia das grandes cidades brasileiras.


Como tornar as células seguras...

Vários são os dispositivos que, em conjunto, podem assegurar um alto grau de segurança:

1.      Existência de um só acesso de entrada e saída da célula, controlada por uma força policial pública ou privada com identificação das pessoas na entrada com distribuição de crachás com GPS.
2.      Todas as transações serem efetuadas por meios eletrônicosnão haver dinheiro físico na célula (nem nos caixas eletrônicos).
3.      Todos os acessos terem câmaras de segurança ativadas por movimento, com reconhecimento facial e com gravação na nuvem ou em rede local.
4.      Todos os bairros terem pelo menos um policial presente – 24/7.
5.      Tentar que todos os serviços sejam prestados por pessoas moradoras na célula.
6.      Todos os eletrônicos transportáveis (celulares, laptops, tabletes, vídeo jogos, Tvs, etc.) terem dispositivos de localização e poderem ser tornados inoperantes remotamente.
Estas medidas visam em primeiro lugar, garantir a identificação das pessoas que tentarem efetuar o furto ou roubo e em segundo lugar retirar o valor de transação dos itens pequenos mais visados.


O fato de as pessoas terem que passar obrigatoriamente por uma força de segurança na entrada e na saída, também inibe muito qualquer ação.

No fundo estamos tratando a célula como um grande condomínio fechado e é sabido que nestes poucos incidentes se dão.


 “Carbon Footprint”

Como reduzir a pegada de carbono...

Já é de conhecimento público que a produção de carbono implica diretamente nas mudanças climáticas.

Uma cidade zero carbono seria o ideal, mas quais são os custos e os sacrifícios?


O escritor Jackson Carpenter em sua palestra - Three Steps to Cut Your Carbon Footprint 60% Today - diz-nos que podemos reduzir HOJE em 60% as emissões de carbono se usarmos energias sustentáveis em apenas três situações:

1.       Eletricidade da casa ...... redução de 15%.
2.       Climatização da casa ....  redução de 17%.
3.       Transportes ................... redução de 28%.
A forma como foi projetada a cidade com certeza tem uma pegada de carbono muito baixa, já que toda a energia usada advém de fontes renováveis.


Caso se opte por um regime alimentar natural (vegetariano ou ovolactovegetariano) a pegada então se reduz ainda mais.


Negócio

Será que fazer ou construir uma nova cidade pode ser também considerado um bom negócio?...

Os valores dos imóveis (terrenos e habitações) têm a ver com três fatores:

1.       Localização
2.       Localização

3.       Localização

Essa tal de localização tem a ver com os serviços disponíveis ao seu redor - transportes, escolas, supermercados, postos de saúde, bancos, serviços de manutenção, comércio, lazer, shopping, etc.


Quando nada disso existe o valor de uma grande área é muito baixo, pois se torna quase estritamente agrícola.



Quando começamos a proporcionar além da habitação o comércio e os serviços que as pessoas necessitam e procuram, de forma a terem uma excelente qualidade de vida em conjunto com a commodity mais valiosa no Brasil –
                                   a segurança
                                                 
                                                o seu valor simplesmente...
                                                            ...explode.
Não estamos falando num bom negócio, estamos falando de um 


excelente negócio...


____________________________




Embora tenhamos chegado a uma solução bem interessante, ela ainda não contempla os próximos desafios: 

                                        AI + Robôs = Desemprego em massa.

Para isso a cidade terá que ter um 

                                          grau de autonomia 
                
                                                               muito elevado.

Se ela conseguir autonomia de alimentos, água, energia, educação, transporte, saúde e bens primários (roupas, calçados, materiais de limpeza, etc.), e com produção excedentes de alguns produtos e serviços que serão usados para troca, ela estará pronta para qualquer desafio, mesmo a maior crise, já que dispõe de todos os meios necessários à sua sobrevivência.

Os meios financeiros também devem ser bem equacionados, especialmente aqui no Brasil, onde o governo deixa que todo o esforço de trabalho do país inteiro seja sugado por juros tão absurdos que mais parecem de agiotagem.

Um banco cooperativo

se possível com criação de uma moeda local

               de forma a que o capital se mantenha na cidade 

                                                                   e nela seja reinvestido 

                                                          torna-se obrigatório.

Dessa forma a AI e os robôs serão muito bem vindos 

                            para reduzirem a carga de trabalho de todos

                                          havendo assim mais tempo para o lazer...

O leque salarial também deve ser o mais reduzido possível (1 para 6 ou menos) a fim de não criar 

                             demasiadas desigualdades que só 

                                                                    geram tensões e desarmonia.

Não sei quando o Brasil, ou qualquer outro país, estará preparado para todas estas 

                      mudanças de paradigma

                             pois se trata de abrir mão de poder, 

                                      viver uma vida mais simples e tranquila
                                                   
                                                                ou simplesmente 

                                                   desfrutar da vida.

Mas se não fizermos experiências de sociedades  

                  para que subsistam com qualidade de vida 
              
                                                         sem crescimento do PIB


                                    a nossa sociedade, mais cedo ou mais tarde, entrará em 


colapso provocado pelo 

esgotamento dos recursos naturais...

FIM