Cidade do Sol
U M F U T U R O P O S S Í V E L
Como projetar a cidade do futuro?
Segura, sustentável e ecológica, autônoma, igualitária, alegre, com excelente qualidade de vida, sem problemas de lixo, habitação, transporte e poluição, com pleno emprego, saúde e educação para todos, respeitando o meio ambiente, com muito lazer e preparada para o turismo e para o futuro, economicamente estável sem necessidade do crescimento do PIB e onde a Inteligencia Artificial e robôs serão bem vindos...
Um pouco de história
Tudo começou há alguns anos atrás, quando cansado do tempo
perdido no trânsito e para ocupar a minha mente sempre irrequieta, peguei no
computador com uma missão que à partida sabia impossível:
Projetar uma cidade sem
problemas de trânsito...
Seria uma utopia como outra qualquer, mas veria até onde eu
poderia chegar...
As premissas iniciais seriam uma cidade para 50 mil
habitantes, sem cruzamentos nem entroncamentos, sem sinais (semáforos), sem
passagem de pedestres nas vias, com ciclovias percorrendo toda a cidade e
estacionamento farto para todos...
Seria um exercício como outro qualquer, mas pelo menos ocuparia
a minha mente...
Quinze minutos depois
tinha uma solução...
Fiquei atônico... Como isso seria possível?... Eu não sou
nenhum gênio...
Fiquei pensando sobre o assunto, até que vi que não existe
nenhuma cidade no mundo, com 50 mil habitantes com problemas de transito.
Eu tinha resolvido o
problema ao limitar o tamanho da cidade...
Sim, tinha tido até algumas soluções interessantes, mas a
grande solução para o principal problema estava resolvida à partida...
Comecei então a me interessar pela temática e mais tarde
acabei escrevendo um blog sobre uma hipotética cidade sustentável, pesquisando soluções tecnológicas disponíveis para resolver todos os problemas – segurança, lixo,
esgoto, energia, água, climatização, transporte, alimentação, etc. – e acabei verificando que
para pequenas cidades existem sim
soluções e bem simples.
para pequenas cidades existem sim
soluções e bem simples.
Desde então continuo estudando
o assunto, não só o urbanístico, mas também o econômico, o sociológico beirando o
antropológico...
Numa palestra TED Talks, acabei encontrando alguém que com grande mestria, explicitava
alguns dos meus temores quando questiona:
Será que nos perdemos
no caminho?...
Que estamos na trilha
errada?...
Miklós
Antal | TEDxDanubia 2014
Miklós Antal, economista ecológico, pesquisador com pós-doutorado da
Universidade de Barcelona, mostra-nos com muita mestria que o atual caminho do
crescimento contínuo, que inicialmente
se mostrava muito promissor, está se transformando numa trilha difícil, cada vez mais estreita e escorregadia e a cada dia...
...aumentam as chances de cairmos no precipício
Conclui nos alertando que urge encontrar um plano B e para isso devemos experimentar outros
caminhos que tornem a viagem possível e mais segura.
caminhos que tornem a viagem possível e mais segura.
Numa outra palestra sobre urbanismo, que vamos falar mais à
frente, vemos que existe uma
– cerca de 10 milhões por mês no mundo – que só aumentarão o caos já existente.
contínua migração em massa para os grandes centros
– cerca de 10 milhões por mês no mundo – que só aumentarão o caos já existente.
Será que com um bom design
e atendendo às necessidades e ansiedades humanas, não se poderia projetar uma cidade que resolvesse esses problemas, ou que se mostrasse como uma alternativa viável – um plano B?
Desafio:
Projetar uma cidade
que atendesse aos seguintes quesitos:
Ser sustentável,
ter
muita
segurança,
sem problemas de: habitação,
educação,
emprego
abastecimento e
transporte.
Que preze por uma alimentação saudável,
com saúde para todos
e que esteja preparada para os novos tempos
AI (inteligência
artificial)
+ ascensão dos robôs = desemprego em massa
_______________________________
.O desafio é muito grande, será que temos como resolvê-lo?...
Talvez
primeiro tenhamos que saber:
Como fazer uma cidade |
princípios
e fundamentos
Pedindo
ajuda aos universitários...
Peter Calthorpe, um renomado urbanista norte americano, em sua palestra 7 principles for building bettercities | TED 2017, diz-nos que as 3 bilhões de pessoas que irão chegar às cidades até 2050 só aumentarão os problemas nelas existentes, mas que existem formas conhecidas que podem levar à solução de todos eles e isso só depende de nós...
E nos inúmera os sete princípios para construirmos melhores cidades:
1.
Preservar – Preservar os envolvimentos naturais, a agricultura
existente e os locais históricos.
2.
Misturar – Pessoas, raças, gêneros, rendas, idades, espaços...
3.
Caminhar - Desenhar cidades andáveis e bairros à escala humana.
4.
Bicicletas - Ruas sem carros. Priorizar as bicicletas e as pessoas.
5.
Conectividade – Aumentar a rede de ruas através da diminuição do tamanho
dos blocos.
6. Transportes – Transportes públicos de qualidade (BRTs, VLTs, Metrô,
etc.), de baixo custo e reduzido impacto ambiental.
7. Foco – Priorizar a malha de transportes públicos de forma a
torná-los eficientes em detrimento da malha rodoviária.
Esta é a receita que este
experiente urbanista nos trás...
_______________________
Já Jeff Speck, um planejador urbano dos Estados Unidos da América, nos
mostra em sua palestra no TED Talk – The Walkable City | 2013 – os erros cometidos nas urbanizações das cidades
americanas e quais as quatro regras a seguir para criar cidades andáveis:
1. Haver uma razão para andar
Os serviços ou lojas têm que estar a uma distância que não se torne um
sacrifício andar até lá.
2. A caminhada tem que ser segura
O caminho a percorrer tem que ser seguro, quer na realidade quer na
percepção.
3. A caminhada tem que ser confortável
Calçada larga, arborizada, piso plano e seguro, com boas indicações.
4. Que proporcione uma caminhada interessante e
agradável
Uma caminhada bem humanizada, que provoque interações humanas, com
muitas e variadas lojas interessantes que despertem a atenção do caminhante,
com árvores e flores para que se desfrute da sombra, das cores, dos sons e dos
aromas da natureza.
Jeff também nos elucida que numa via andável o comércio aumenta cerca de 60% e
que se conseguirmos alocar as necessidades diárias a distâncias andáveis muitas pessoas prescindem de seus carros...
____________________________________________________
Kent Larson, arquiteto norte Americano, nos dá uma lição brilhante de
urbanismo em sua palestra
nos mostra como surgiram as cidades (em volta do poço)...
... seu
tamanho possível naquele tempo (distancia
andável até ao poço) e que ainda hoje encontramos essas características em pequenos vilarejos na Europa com cerca
de
1,6 km de diâmetro (uma milha)...
Nos mostra
também o “SPRAWL” (alastramento – tradução literal) de Los
Angeles, que só foi possível após a invenção
do automóvel e onde tudo tem que ser feito com a ajuda dele, pois as...
...distancias são enormes...
E como
Paris, advém da soma de pequenos vilarejos onde todas as necessidades são
atendidas num raio de 2 kms que se traduz numa caminhada de 20 minutos...
E apresenta-nos o conceito de:
“Compact Urbans Cells”
(células urbanas
compactas)
em
“Community Networks”
(redes comunitárias)...
Essas células urbanas compactas são pequenos
vilarejos onde todas as necessidades
do dia a dia são atendidas em distancias andáveis, e se comunicam
diretamente com outras células através de vias, estradas,
caminhos, formando uma rede e compondo uma
cidade.
________________________
Geoffrey West e sua equipe tentam descobrir se tal como
existem as leis da biologia expressas numa matemática interessante, o mesmo não se aplicaria às cidades e às
corporações...
Surpreendentemente eles se depararam com uma matemática que
explica
muitos dos fenômenos das cidades...
Eis as conclusões:
Cada
vez que a cidade
dobra o seu tamanho:
Tudo não só dobra como ainda aumenta mais 15%
São
realmente incríveis estas relações, que no fundo advêm do
aumento de
possibilidades, ou de conexões da rede.
Mas
essa lista tem muita coisa positiva e negativa...
Como decidir?...
Tem
algumas coisas que não aparecem nessa lista, mas podem ser facilmente
extrapoladas...
O
transito: piora ou melhora 15%?...
Essa
é fácil de responder...
Mas se ele piora,
a poluição também piora,
a saúde piora,
ou seja,
A qualidade de vida piora...
E é realmente isso que vemos em todas as grandes cidades, a qualidade de vida se perde,
apesar de termos um aumento substancial de rendimento.
Por outro lado, esse aumento de rendimento não se dá de forma
igualitária, bem pelo contrário,
pois 82% da riqueza produzida acabam
nas mãos de 1% da população, 18% distribuída pela classe
média e os
50% mais pobres nada recebem (OXFAN).
____________________________
É
claro que de nada adianta, ter uma cidade próspera e bonita, se ela não for feliz...
No The happy city experiment Charles Montgomery, jornalista e escritor, mostra-nos que
mesmo uma cidade tão dura e quase inóspita como
Nova York,
se
consegue mudar a empatia das pessoas.
Em
seu livro, Happy City: Transforming Our
Lives Through Urban Design, (Cidade Feliz: transformando as nossas vidas através do
desenho urbano) - ele nos deixa
algumas diretrizes:
·
Pequenos espaços naturais
são suficientes para fazer maravilhas em nosso humor, especialmente se eles
tiverem uma flora
bem variada...
·
Não confundir aproximar as pessoas com aglomeração de pessoas
que acaba nos levando ao isolamento. Ambientes sociais que equilibrem a nossa necessidade de
privacidade
e nos envolvam
com pequenos grupos de pessoas é o ideal...
·
Um ciclista é mais feliz
que um motorista, especialmente em congestionamentos...
A mais importante:
Quando se fala mesmo
de felicidade,
nada
supera à encontrada nos
relacionamentos com as outras pessoas...
__________________________________
Agora
é só seguir pelos caminhos que nos apontaram...
Tal como Paris o projeto desta nova cidade pode ser a união de vilarejos
pequenos, que Kent Larson denominou de células urbanas
compactas, e para se evitar os problemas
encontrados nas regras matemáticas de Geoffrey West e sua equipe, elas terão que ser separadas,
para conseguirmos manter uma boa qualidade de vida
e interligadas formando assim uma rede urbana
e a uma cidade propriamente dita.
As células...
O ideal será termos células totalmente andáveis, que não tenham necessidade de carros, pois aí não teremos mais acidentes, nem poluição, emissão de gases estufa e poupamos muito em energia e matérias primas e só aumentarmos a nossa saúde e bem estar.
Isso não quer dizer que não possam existir carrinhos de
golfe elétricos, segways, triciclos, bicicletas e patinetes (elétricos ou não)
para nos ajudar na locomoção ou por simples exercício ou lazer.
Assim sendo, teremos que limitar o espaço a um círculo de 2 km de diâmetro.
Quando urbanizamos esse espaço verticalmente, mas sem ultrapassar os 3 pisos, para não termos que lidar com elevadores (dispendiosos em energia e recursos),
vemos que 25
mil é o número que nos aparece como
mais lógico
e viável.
Quando se divide por 6 bairros,
estes ficam com cerca de 4 mil pessoas.
Esses bairros podem ter 17 condomínios, para ficarem relativamente pequenos (70 famílias) e proporcionarem uma fácil administração.
Em vez de se criar uma área de lazer para cada condomínio,
se houver uma grande
praça no centro de cada bairro esta pode comportar uma excelente área de lazer comum a todos os condomínios.
Dessa forma poupa-se água, energia, recursos e mão de obra.
Nessa mesma praça,
muito bem
arborizada e cheia de recantos encantadores,
coabitarão
escolas (da creche ao fundamental),
pequena clínica,
lojas e salas comerciais
para suprir todas as necessidades de
bens e serviços do bairro
(supermercado, padarias, confeitarias, restaurantes, bares, cafés, academias de musculação, yoga, pilates, dança, circuito funcional, artes marciais, cabeleireiros, palco para shows, pequeno teatro e cinema, lojas variadas, etc...)
escolas (da creche ao fundamental),
pequena clínica,
lojas e salas comerciais
para suprir todas as necessidades de
bens e serviços do bairro
(supermercado, padarias, confeitarias, restaurantes, bares, cafés, academias de musculação, yoga, pilates, dança, circuito funcional, artes marciais, cabeleireiros, palco para shows, pequeno teatro e cinema, lojas variadas, etc...)
Na zona central da célula haverão
as
lojas e serviços que atendem a toda célula,
a todos os bairros
(Escola secundária, clinica de especialidades com sala de urgência, laboratórios de análises e de medicamentos, pequeno estádio, pavilhão desportivo, casa de show grande, empresas de serviços de médio porte, pequenas indústrias não poluentes, shopping, bancos, etc.)
lojas e serviços que atendem a toda célula,
a todos os bairros
(Escola secundária, clinica de especialidades com sala de urgência, laboratórios de análises e de medicamentos, pequeno estádio, pavilhão desportivo, casa de show grande, empresas de serviços de médio porte, pequenas indústrias não poluentes, shopping, bancos, etc.)
Os veículos usados nos transportes, inter-células ou inter-cidades, podem ser acessados ou no sobressolo, ou externamente
à célula.
Agora falta humanizar estes espaços...
Bairros todos
diferentes
A fim de se retirar a monotonia visual dos bairros, poder-se-á usar arquiteturas diferentes e que possam ser alteradas
de tempos em tempos, através de pinturas, esculturas, luzes, vegetação,
qualquer coisa que se traduza em renovação,
cuidado, alegria e sinal de vida –
de humanidade.
As praças além de uma flora luxuriante e variada podem também ter esculturas, fontes, lago com
patinhos e pedalinhos, com lojas e salas
de arquitetura
variada e alegre (se possível extravagante), com muito verde nela inserida, e até terem uma...
...atração exclusiva daquele bairro...
(ex.: Pista de karting, parque aquático, pista de bowling,
pista de mini golfe, paintball, parque de diversões, miniaturas de cidades,
jardins encantados, museu de arte ou de carros antigos, etc.)
...aonde as famílias e os turistas possam se divertir tornando-se assim um...
...pólo de atração turística
nas e entre células e nas cidades.
Para se ter uma cidade feliz
ainda
falta promover
a
interação entre as pessoas...
Primeiro temos que as
misturar o mais possível
(status, etnias, religiões, gêneros, idades, etc.)
como nos pede Peter Calthorpe,
agora é só criar situações onde o
misturar o mais possível
(status, etnias, religiões, gêneros, idades, etc.)
como nos pede Peter Calthorpe,
agora é só criar situações onde o
convívio natural possa acontecer.
Se maior parte das pessoas
trabalharem na própria célula
(o ideal a ser perseguido),
algum nível de interação acaba acontecendo, mas o
desporto, a comida e as artes,
costumam ser muito bons nisso:
trabalharem na própria célula
(o ideal a ser perseguido),
algum nível de interação acaba acontecendo, mas o
desporto, a comida e as artes,
costumam ser muito bons nisso:
Festas do condomínio (onde cada um leva uma comida diferente),
grupos gourmet (onde cada dia uma dupla - ou mais - cozinha para os restantes),
competições gastronômicas,
times desportivos,
artes em geral e artesanato em particular,
comemorações nos colégios,
grupos teatrais (de todas as idades),
grupos coletivos de dança, corais, bandas, orquestras,
desfiles de modas (de todas as idades),
festas à fantasia,
cursos (todos eles em geral e particularmente os que obrigam à formação de grupos), etc.
grupos gourmet (onde cada dia uma dupla - ou mais - cozinha para os restantes),
competições gastronômicas,
times desportivos,
artes em geral e artesanato em particular,
comemorações nos colégios,
grupos teatrais (de todas as idades),
grupos coletivos de dança, corais, bandas, orquestras,
desfiles de modas (de todas as idades),
festas à fantasia,
cursos (todos eles em geral e particularmente os que obrigam à formação de grupos), etc.
Se os condomínios optarem por terem um
restaurante para atender os moradores,
e se nestes forem usadas mesas grandes (dez a doze pessoas),
que obriguem as pessoas a compartilhar o mesmo espaço,
isso normalmente leva a interações.
restaurante para atender os moradores,
e se nestes forem usadas mesas grandes (dez a doze pessoas),
que obriguem as pessoas a compartilhar o mesmo espaço,
isso normalmente leva a interações.
Elas já se cumprimentam entre si, só falta um motivo para dar
início à conversação.
_____________________
Agora que já sabemos do projeto das células urbanas, só nos falta ver os outros quesitos...
Sustentabilidade
Sustentabilidade já todos sabemos o que é, temos é que definir o seu grau...
ÁGUA e Saneamento
Poupar e
reaproveitar... E acima de tudo respeitar.
A cidade terá que ficar perto de algum curso de água, com caudal suficiente para suprir as suas necessidades
hídricas.
Cada um de nós só necessita de 150 a 200 litros por dia,
mas se pensarmos em produzir a nossa comida localmente, as necessidades hídricas agrícolas, são bem mais elevadas.
Optar por uma
produção agrícola anexa às residências
de forma a proporcionar o
reaproveitamento das águas das residências e das cargas orgânicas
(saneamento - após o devido tratamento),
poupa muita água (cerca de 30%) e a
agricultura ainda agradece os adubos naturais.
produção agrícola anexa às residências
de forma a proporcionar o
reaproveitamento das águas das residências e das cargas orgânicas
(saneamento - após o devido tratamento),
poupa muita água (cerca de 30%) e a
agricultura ainda agradece os adubos naturais.
Em regra, de cada 100 litros de água gastos 70 litros vão para a
agricultura e indústria e 30 litros para o setor
residencial, então quando gastamos 200
litros nas residências gastamos 500 na agricultura, ou seja deveremos contar
com
500 litros por pessoa/
por dia
(célula=12.5 Milhões de
litros = 12.5 mil m3/dia)
Sendo que 300 litros vão diretos para a agricultura e
indústria e 200 passam primeiro pelas residências.
Novas técnicas de
irrigação devem ser consideradas para
reduzirem estes valores (subirrigação, gotejamento, etc.) e se possível o uso da gravidade a fim de se evitar o gasto de
energia no bombeamento.
A cidade terá que fazer o tratamento da água residencial e análises diárias da sua qualidade.
Como toda a água residencial é reaproveitada
na agricultura, não se torna necessário o reaproveitamento das águas cinzentas,
no entanto os
vasos sanitários podem ser alimentados por
água não tratada, ou água da chuva
desde que exista uma rede exclusiva.
vasos sanitários podem ser alimentados por
água não tratada, ou água da chuva
desde que exista uma rede exclusiva.
Essa rede também pode ser usada para regas e lavagens (pisos, veículos e de roupas - desde que tenha qualidade).
Desta forma a quantidade de água a ser tratada para uso
humano será muito reduzida, poupando-se
muito em trabalho e produtos químicos.
É claro que o aquecimento da água para banhos e outros usos dever ser feito através de coletores térmicos
solares.
ENERGIA
Toda a energia é pouca
– Há que poupar e usar com sapiência...
Analisando as energias
renováveis...
Em sua brilhante palestra no TED Talk de 2012, Sir David JC MacKay,
físico, matemático e acadêmico britânico se refere à
energia nuclear como uma energia verde,
relativamente aos gases efeito estufa,
a sua alta capacidade de produção por área usada a torna muito atrativa, mas
como todos sabemos, teremos primeiro que resolver a
Diz-nos que a Inglaterra
atualmente
gasta cerca de 1,25W/m2 e as
energias renováveis terão que usar
grandes áreas para atender a essa demanda:
gasta cerca de 1,25W/m2 e as
energias renováveis terão que usar
grandes áreas para atender a essa demanda:
Percentual da área do país que é necessário usar utilizando-se
somente um tipo de energia renovável:
Eólica - 50% da área do país
Plantas - 100 e não é suficiente
Solar - 25% da área
Marés - 16%
Solar concentrada no deserto - 7%
Aqui o autor nos mostra visualmente o uso da área no(s) país(es).
Note-se que usa parte da Irlanda, do País de Gales, da Escócia e
do deserto do Saara só para produzir metade da energia que a Inglaterra necessita atualmente.
Mas o Professor nos mostra (por experiência própria) que se policiarmos o nosso
consumo - retirando os desperdícios,
manejando convenientemente o termostato e isolando melhor a habitação -
podemos diminuí-lo em
50%...
E nos revela de forma geral os três grandes setores co-responsáveis pelo consumo de energia:
Agora já sabemos que a energia renovável
produz muito pouca energia por área, e
consome imensas matérias primas será bom optarmos pela:
produz muito pouca energia por área, e
consome imensas matérias primas será bom optarmos pela:
redução do consumo.
A célula deverá produzir toda a sua energia de forma
sustentável, usando painéis fotovoltaicos,
moinhos de vento e mini hídricas em sistema “grid tie” (ligada à rede), para evitar o uso de baterias
que ainda são muito dispendiosas, no entanto algumas medidas terão que ser
tomadas para que tal seja possível na prática.
A climatização é
responsável por 1/3 do gasto de energia...
Todos os ambientes habitáveis terão que ter um isolamento térmico de
qualidade e evitar o uso de vidros que proporcionam grandes perdas térmicas, (mesmo que
insulados).
Ambientes aconchegantes (forma romântica para
dizer ambientes pequenos) serão
obrigatórios, pois só dessa forma é possível poupar-se até 60% na climatização.
Os escritórios ou salas comerciais poderão usar os recém chegados ares condicionados solares que se ligam diretamente nos painéis fotovoltaicos e a sua
potencia varia com a energia gerada no momento.
2º - Transporte
Este setor é muito preocupante, pois além do imenso gasto
energético também absorve
quantidades enormes de matérias primas e de mão de obra,
é
responsável
anualmente em acidentes,
deixa sequelas entre 20 e 50 milhões de pessoas
e custam cerca de
3% do PIB,
saturam (usam 60% dos leitos) e elevam os custos dos sistemas de saúde, a
poluição
que produzem é
responsável por muitas das
que ocorrem pela má qualidade do ar e por
14% dos gases de efeito
estufa.
E como se isso tudo ainda não bastasse
absorve imensas horas no nosso parco tempo
(272 horas em Bogotá em 2018 – 11 dias)
nos congestionamentos homéricos
provocados por um trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades...
absorve imensas horas no nosso parco tempo
(272 horas em Bogotá em 2018 – 11 dias)
nos congestionamentos homéricos
provocados por um trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades...
Vêm-se muitas pessoas falando sobre o futuro dos
transportes, dos carros autônomos e ninguém explicando
como eles vão acabar com os congestionamentos nas horas de “rush”.
Estamos entrando na era dos carros elétricos, que não emitem poluição,
que é fantástico, mas todos os
outros problemas permanecem...
outros problemas permanecem...
Anos de estudo e desenvolvimento,
duas toneladas de matéria prima altamente
tecnológica
e muita mão de obra para após
oito anos virar tudo isso sucata...
E mais mão de obra e muita energia são necessárias para tentarmos reciclar tudo aquilo...
Só
se ouve falar em muitos cavalos e tempos cada vez menores para atingir
os 100km/h, mas esses cavalos todos têm que ser alimentados e só conheço uma auto-estrada no mundo onde se pode soltar todos esses cavalos livremente (com todos os
problemas inerentes) porque todas as
outras vias têm limites rígidos de velocidade...
Tudo indica que os carros autônomos reduzem os índices
de acidentes, mas a que custo?
E nada disso resolve os nossos graves problemas de
locomoção nem de matérias primas e só se
traduz em milhões
de horas de mão de obra jogada no
lixo...
Mas finalmente estão chegando aí os carros voadores...
Os drones que transportam pessoas...
Mas não vejo ninguém falar da imensa energia que
gastam para se elevarem...
... Nem como vão resolver a hora de rush...
Já imaginaram dez, vinte, cinqüenta mil drones no ar
no centro de uma grande metrópole,
cada um querendo
ir para um destino diferente?
_________________________________
Um pouco mais de racionalidade...
Já vimos que as células urbanas não terão necessidade
de carros, um grande avanço, vamos agora
ver como resolver o
transporte entre células e entre cidades...
Já sabemos que em volta da célula estão previstos cinturões verdes pelo as outras células não serão juntas e terá que
haver uma rede de vias de transporte entre elas.
O meio de transporte mais econômico atualmente é sem qualquer dúvida o que se faz em cima de trilhos – trem, metrô, VLT, etc.
Mas a sua eficiência
varia muito com a sua
taxa de ocupação.
Por outro lado, a média de peso por passageiro nos trens dos estados unidos é algo em torno de
duas toneladas por pessoa
o que torna a
infra-estrutura muito pesada e cara.
duas toneladas por pessoa
o que torna a
infra-estrutura muito pesada e cara.
Mas se optarmos por
veículos leves
individuais sobre trilhos VLIST
(4 a 5 lugares),
Os veículos e a infra-estrutura, tornam-se muito simples e baratos e mesmo que obrigue a várias linhas em paralelo, os valores continuarão
sendo quase insignificantes.
dessa forma, a eficiência aumenta muito, atendendo ao
baixo peso do veículo
e à
elevada taxa de
ocupação.
Mas isto não é só teoria...
forma mais econômica de locomoção que se conhece
e já que detém o
recorde mundial de eficiência.
Este veículo experimental, o EXIMUS IV, venceu a
(torneio de veículos elétricos sobre trilhos)
na Suécia.
E ele não parece nada espetacular até convertermos o seu
consumo nas unidades que estamos habituados a usar...
0,63 wh/pax e Km = 0.007677 litros de
gasolina/100Km/pax
( uma colher de chã = 0,005)
ou
0,63 wh/pax e Km =13026 km/litro/pax...
Considerando que 1kw/h corresponde a 859.85 kcal e o
poder calorífico da gasolina = 9600 kcal/kg e a
densidade da gasolina 0.735 gr/cm3.
poder calorífico da gasolina = 9600 kcal/kg e a
densidade da gasolina 0.735 gr/cm3.
São números de laboratório,
mas mesmo assim
impressionantes...
mas mesmo assim
impressionantes...
É claro que se possuírem hastes de ligação a uma catenária – como qualquer trem elétrico – deixa de ser necessária a
bateria e a sua
melhor dizendo, enquanto os trilhos e a catenária durarem (parafraseando Vinícius de Morais)...
autonomia fica “infinita”,
melhor dizendo, enquanto os trilhos e a catenária durarem (parafraseando Vinícius de Morais)...
Reparem que eles são quase totalmente autônomos por natureza, basta sensores frontais e traseiros e comunicação em rede e tudo estará 100% resolvido...
Barato, simples e muito
eficiente...
Dessa forma a energia sustentável consegue fornecer a eletricidade necessária a esse tipo de transporte.
Estamos na era do Home Office
– trabalhar remotamente em casa - e cada célula deve tentar se especializar em algum
produto ou serviço de forma a gerar emprego e evitar o deslocamento desnecessário das pessoas.
Já o transporte de mercadoria
terá que ser feito através da via férrea normal
embora se possa experimentar mini contentores,
feitos de materiais leves e resistentes, para circularem em vias similares às
dos veículos de transporte pessoal de forma a se padronizar o sistema férreo leve.
Os veículos elétricos
continuarão a ser necessários para nos levar aos lugares aonde os trens ainda
não chegaram – empresas de locação ou o compartilhamento direto desse tipo de transporte poderão resolver essas lacunas.
Já foi mostrado o “sprawl”de moradias, mas também existe o “sprawl”de prédios (tower sprawl)...
Quando o único propósito é fornecer moradia às pessoas,
acabam-se cometendo alguns erros e estas acabam isoladas num mar de moradias ou edifícios e são
para poderem cumprir com as suas tarefas diárias e de trabalho.
obrigadas a se deslocarem de carro
(levar um filho na creche, outro na escola, ir ao supermercado, ao banco, para o trabalho...).
para poderem cumprir com as suas tarefas diárias e de trabalho.
Uma outra preocupação surge - as moradias nos
Estados Unidos não param de crescer...
Suprir
energia e materiais para estas novas
casas é simplesmente impossível quando
estamos falando
de 10 a 12 bilhões de pessoas...
Atualmente as pessoas vão cedo para o trabalho, almoçam por lá mesmo
ou nas redondezas e na saída passam num bar onde comem um lanche com uma bebida e se têm que pegar alguma condução acabam chegando em casa bem
tarde.
Aos finais de semana, convivem com os seus amigos nas “baladas”, petiscando
alguma coisa enquanto bebem uma cerveja e ouvem uma música ao vivo e aproveitam
alguma atividade que a cidade ou os amigos (uma
festa, um almoço gourmet, uma ida ao restaurante diferente, cinema, etc.) têm para oferecer.
Então, mesmo para um casal,
um local pequeno e acolhedor que não dá
muito trabalho para manter arrumado,
passa a ser o preferido numa cidade cosmopolita...
Por outro lado o custo baixa muitíssimo, sobre todos os aspetos (energia, climatização, matérias primas, uso de terra, etc.), e propicia uma vida mais minimalista, pois o próprio espaço o impõe.
Os eletrodomésticos e lâmpadas
ao serem de grande
eficiência, em especial a geladeira, o ar condicionado e a TV propiciam um consumo bem reduzido de eletricidade.
Quando se industrializa um micro apartamento,
os custos baixam para
valores impensáveis
(vide exemplo dos veículos)
e permitem a ajuda dos robôs e da AI (inteligência artificial) para minimizar os custos e agilizar o fabrico.
os custos baixam para
valores impensáveis
(vide exemplo dos veículos)
e permitem a ajuda dos robôs e da AI (inteligência artificial) para minimizar os custos e agilizar o fabrico.
Embora compreenda que as grandes casas façam parte dos nossos sonhos megalômanos, quando vivenciados, verificamos que, ou dispomos de muitos
recursos para termos várias pessoas nos
ajudando a manter a mansão arrumada e limpa, ou então vira um grande pesadelo,
nos
escravizando...
É claro que a manutenção também não sai barata, além do elevado valor do condomínio para nos manter seguros, pois estamos mostrando para
o mundo que temos muitas posses...
Sabendo de tudo isso e que o mundo não suporta tamanho
desperdício, se conseguíssemos providenciar um micro apartamento para cada pessoa, atendendo que o seu valor é muito baixo, seria um
objetivo incrível.
Com o restaurante e a lavanderia no condomínio, a mini cozinha seria
somente para pequenas coisas, um lanchinho ou café da manhã e o problema da roupa estaria totalmente resolvido a
contento.
As pessoas ao se juntarem formando uma família, podem reunir também os seus apartamentos (por troca, ou negociação), ficando assim com uma sala e uma suíte.
No caso de um filho é só somar mais um
apartamento que já ficaria para ele no
futuro...
Outra situação também teria uma solução facilitada – na separação do casal – onde cada um volta a ficar com o seu apartamento.
O condomínio além do restaurante e da lavanderia, espaços gourmet e de
convívio, home theater, saunas, hidromassagens, seriam bem vindos para proporcionarem bem estar e convívio entre os
moradores...
Já a excepcional área de lazer
seria na praça
do bairro bem enfrente ao condomínio, compartilhada
com os outros condomínios do bairro.
Alimentação
A produção local de alimentos,
em cinturão verde anexo aos condomínios, garante
alimentos de qualidade e frescos.
Os restos orgânicos da cozinha e
da produção são rapidamente transformados em adubo
após alimentar as galinhas poedeiras.
A proximidade entre hortas e residências torna possível o reuso das águas residenciais assim como o aproveitamento da carga orgânica no pomar, após ser transformada em adubo em biodigestor.
Essa proximidade também anula a necessidade de transporte,
evitando-se assim o seu custo,
o trafego nas estradas,
acidentes
desgaste de viaturas,
poluição do ar e
emissão de gases efeito estufa.
evitando-se assim o seu custo,
o trafego nas estradas,
acidentes
desgaste de viaturas,
poluição do ar e
emissão de gases efeito estufa.
Se os condomínios produzirem as refeições para os moradores
com assessoramento de
profissionais da área
– nutricionistas –
só irá ajudar o estado de saúde geral
e aumentará a oferta de empregos locais.
profissionais da área
– nutricionistas –
só irá ajudar o estado de saúde geral
e aumentará a oferta de empregos locais.
No cinturão industrial, poderão existir indústrias de
agropecuária eco-lógicas para produção de
ovos, leite e seus
derivados
de elevada qualidade.
O tipo de alimentação
da cidade ditará a
qualidade da sua saúde e a sua
relação com o meio ambiente.
Uma alimentação vegetariana
seria o ideal.
A ovolactovegetariana
proporciona-nos
mais alternativas alimentares
mantendo um
Quando optamos pelo consumo de carne animal (qualquer uma – vaca, porco, aves ou peixes), o
impacto ambiental e na
saúde é muito grande.
Para um bovino produzir
um quilo de carne
ele consome 17 kg de alimento e 1500 litros de água.
um quilo de carne
ele consome 17 kg de alimento e 1500 litros de água.
Para
ele para nos “dar” 225 kg (62 mil kcal) de carne usa durante dois anos dois hectares de terra.
Se nessa terra cultivássemos batata obteríamos 80 mil kg (61 600
mil Kcal) de alimento (mil vezes mais)...
Energia para o Fogão
Se os condomínios oferecerem refeições aos seus moradores através de um restaurante, é
perfeitamente viável o uso de fogões solares
que através de concentradores parabólicos que fervem a água e aquecem o vapor até 600
graus Celsius.
Estes fogões terão que possuir
uma fonte
energética alternativa – biocombustível – para atuarem nos dias menos ensolarados.
Roupa | lavagem e tratamento
Uma lavanderia coletiva ou
um serviço
de lavagem e tratamento de roupa
pode fazer parte dos serviços do condomínio, gerando economia de água e de energia
(usando a mesma energia produzida para o fogão) e aumentando a qualidade de vida dos moradores e gerando emprego local.
Educação
Eles podem ser totalmente privados, ou os edifícios serem propriedade de
todos os moradores do bairro, e os pais
que dele necessitassem se reuniriam em uma cooperativa sem fins lucrativos, contratariam um gestor e o staff (moradores do bairro ou
da célula) para o administrarem e proporcionarem bom andamento do(s)
estabelecimento(s).
Com contas bem transparentes, com certeza se obteriam valores bem baixos e
reais para a educação das crianças.
O ensino fundamental,
já será na escola no centro da célula, que seria
propriedade de todos os moradores da célula, e teriam o regime de cooperativa similar aos outros estabelecimentos de ensino dos bairros.
As faculdades já seriam em célula própria e especializada em educação superior, com o devido campus e residências ou repúblicas estudantis...
Todas as células contribuiriam para a sua edificação e a sua gestão poderá ser também pelo regime de cooperativa suportada pelos pais dos alunos.
Todo o staff das universidades
deve viver
(dentro do
possível ou prioritariamente) no campus para
facilitar o seu deslocamento e a sua qualidade de vida, pelo menos durante o regime de aulas já que durante o final de semana o
campus se esvazia.
Todas as salas de aula
terão que ser projetadas de forma a aproveitarem ao máximo a luz natural a fim de reduzirem o consumo elétrico e poder ser
abastecido por energias renováveis.
Saúde
Uma pequena clinica da família
situada na pracinha de todos os bairros
e uma clínica
de especialistas no centro da célula, com uma pequena emergência
e alguns leitos, laboratórios de
análises e de fabricação de alguns remédios, fitoterápicos e alopáticos, resolve
maior parte das necessidades da saúde da célula.
Casos mais graves de internação ou intervenção cirúrgica já
teriam que ser conduzidos para a célula especializada em saúde, onde vários hospitais e faculdades de saúde se concentram.
Lixo
Já é sabido que o lixo é uma grande preocupação de qualquer pessoa minimamente comprometida com a sustentabilidade.
Ao aproveitarmos todos os
resíduos orgânicos, na alimentação
das galinhas ou em composteiras, reduzimos a produção de lixo em cerca de 65% e adicionamos muito estrume de excelente qualidade na nossa
agricultura orgânica.
Se taxarmos muito os refrigerantes de forma a fazermos lembrar às pessoas que a sua ingestão é fator primário de
muitas doenças (câncer, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, etc.) e tivermos uma boa política de recolha das embalagens (ex.: através de
atribuição de valor de casco) e as enviarmos de volta aos
fabricantes, reduzimos significativamente o
lixo produzido.
O resto do lixo (todo seco) pode ser recolhido e enviado para uma central de reciclagem, mas cada um deve pagar pelo lixo que produz (peso) para que os
recicladores possam ter um salário digno já que: se o lixo tivesse algum
valor significativo não seria considerado lixo.
A central de reciclagem pode (e acho que deve) ser uma cooperativa sem fins
lucrativos e a introdução de meios
automatizados – dispensando assim a mão de
obra humana – será sempre bem vinda, pois ninguém gosta de trabalhar com lixo.
O lixo realmente lixo, depois de analisado para se informar as indústrias
que o produzem para encontrarem outras soluções ambientalmente corretas, seria incinerado, com todos
os cuidados a fim de não poluírem o meio ambiente.
A grande meta será, é
claro, lixo
ZERO.
O considerado ferro velho:
máquinas, mobília, roupas, etc. que chegaram ao fim de linha, poderia ser
encaminhado para um grande galpão onde alguém
dividiria por tipo de matéria prima de forma a disponibilizar para quem dela
necessitasse (ex.: madeiras, tecidos,
eletrônicos, etc.)
Segurança
Este é com certeza o item mais precioso no Brasil.
A desigualdade e o desprezo pelas classes sociais mais baixas levaram ao atual descalabro, onde ninguém se pode considerar realmente seguro.
O Brasil vive há muito numa guerra civil não declarada, onde deixa as facções criminosas se digladiarem entre si, com danos colaterais cada vez maiores.
A escalada de armamento, provocada pela sua grande capacidade
financeira através do controle de um dos
negócios mais lucrativos do século – as drogas ilícitas – levou à corrupção dos serviços de segurança pública e faz do Brasil um país dos
Maior parte das favelas têm o controle administrativo
e de segurança na mão dessas facções e o poder público não se consegue fazer presente.
Mais, dá a entender um total desprezo por essa classe social esquecendo-se de que são uma grande força de trabalho braçal do
país.
Furtos, roubos,
agressões, assaltos a residências, assaltos à mão armada, assaltos a bancos,
explosão de caixas eletrônicos ou seu roubo com auxilio de máquinas pesadas,
desaparecimento de pessoas, já fazem parte do dia a
dia das grandes cidades brasileiras.
Como tornar as células seguras...
Vários
são os dispositivos que, em conjunto, podem assegurar um alto grau
de segurança:
1.
Existência de um só acesso de entrada
e saída da célula, controlada por uma
força policial pública ou privada com identificação das pessoas na entrada com distribuição de crachás
com GPS.
2.
Todas as transações serem
efetuadas por meios eletrônicos – não haver dinheiro
físico na célula (nem nos caixas eletrônicos).
3.
Todos os acessos terem câmaras
de segurança ativadas por movimento, com
reconhecimento facial e com gravação na nuvem ou em rede local.
4.
Todos os bairros terem pelo menos um policial presente – 24/7.
5.
Tentar que todos os serviços sejam
prestados por pessoas moradoras na célula.
6.
Todos os eletrônicos
transportáveis (celulares, laptops, tabletes, vídeo jogos, Tvs, etc.) terem dispositivos de localização e poderem ser tornados
inoperantes remotamente.
Estas medidas visam em primeiro lugar, garantir a
identificação das pessoas que tentarem efetuar o furto ou roubo e em segundo lugar retirar o valor de transação dos itens pequenos
mais visados.
O fato de as pessoas terem que passar obrigatoriamente por uma força de segurança
na entrada
e na saída, também inibe muito qualquer
ação.
No
fundo estamos tratando a célula como um grande condomínio fechado e é sabido
que nestes poucos incidentes se dão.
“Carbon
Footprint”
Como reduzir a pegada
de carbono...
Já é de conhecimento
público que a produção
de carbono implica diretamente nas mudanças climáticas.
Uma cidade zero carbono
seria o ideal, mas quais são os custos e os sacrifícios?
O escritor Jackson Carpenter em sua
palestra - Three Steps to Cut Your Carbon Footprint 60% Today - diz-nos que
podemos reduzir HOJE em 60% as emissões de carbono se usarmos energias sustentáveis
em apenas três situações:
1.
Eletricidade da casa ...... redução
de 15%.
2.
Climatização da casa ....
redução de 17%.
3.
Transportes
................... redução de 28%.
A forma como foi projetada a cidade com
certeza tem uma pegada de carbono muito
baixa, já que toda a energia usada advém de
fontes renováveis.
Caso se
opte por um regime alimentar natural (vegetariano ou ovolactovegetariano) a pegada
então se reduz ainda mais.
Negócio
Será que
fazer ou construir uma nova cidade pode ser
também considerado um bom negócio?...
Os valores dos imóveis (terrenos e habitações) têm a ver com três fatores:
1. Localização
2. Localização
3. Localização
Essa tal de
localização tem a ver com os serviços disponíveis ao seu redor - transportes,
escolas, supermercados, postos de saúde, bancos, serviços de manutenção,
comércio, lazer, shopping, etc.
Quando nada disso existe o valor de uma grande área é muito baixo, pois se torna quase estritamente agrícola.
Quando
começamos a proporcionar além da habitação o
comércio e os serviços que as pessoas necessitam e procuram, de forma a terem uma
excelente qualidade de vida em
conjunto com a commodity mais valiosa no Brasil –
a segurança
o seu valor simplesmente...
...explode.
Não estamos
falando num bom negócio, estamos
falando de um
excelente
negócio...
____________________________
Embora tenhamos chegado a uma solução bem interessante, ela ainda não contempla os próximos desafios:
AI + Robôs = Desemprego
em massa.
Para isso a
cidade terá que ter um
grau de autonomia
muito elevado.
grau de autonomia
muito elevado.
Se ela conseguir
autonomia de alimentos, água, energia,
educação, transporte, saúde e bens primários (roupas, calçados, materiais de
limpeza, etc.), e com produção
excedentes de alguns produtos e serviços que serão usados para troca, ela estará pronta para
qualquer desafio, mesmo a maior crise, já que dispõe de todos os meios necessários à sua sobrevivência.
Os meios financeiros também devem ser bem
equacionados, especialmente aqui no Brasil, onde o governo deixa que todo o esforço de trabalho do país inteiro seja
sugado por juros tão absurdos que mais
parecem de agiotagem.
Um banco cooperativo,
se possível com criação de uma moeda local,
de forma a que o capital se mantenha na cidade
e nela seja reinvestido
torna-se obrigatório.
se possível com criação de uma moeda local,
de forma a que o capital se mantenha na cidade
e nela seja reinvestido
torna-se obrigatório.
Dessa forma
a AI e os robôs serão muito bem vindos
para reduzirem a carga de trabalho de todos,
O leque salarial também deve ser o mais reduzido possível (1 para 6 ou menos) a fim de
não criar
demasiadas desigualdades que só
geram tensões e desarmonia.
demasiadas desigualdades que só
geram tensões e desarmonia.
Não sei
quando o Brasil, ou qualquer outro país, estará preparado para todas estas
mudanças de paradigma,
pois se trata de abrir mão de poder,
viver uma vida mais simples e tranquila,
ou simplesmente
desfrutar da vida.
Mas se não fizermos experiências de sociedades
para que subsistam com qualidade de vida
sem crescimento do PIB,
mudanças de paradigma,
pois se trata de abrir mão de poder,
viver uma vida mais simples e tranquila,
ou simplesmente
desfrutar da vida.
Mas se não fizermos experiências de sociedades
para que subsistam com qualidade de vida
sem crescimento do PIB,
a nossa sociedade, mais cedo ou mais tarde,
entrará em
colapso provocado
pelo
esgotamento dos recursos naturais...
FIM





